terça-feira, 8 de outubro de 2013

1° capítulo: Mudanças ∿

Neste momento estou preparando algo rápido para meu pai comer, tenho que trabalhar ainda. Fiz macarrão, salada e um frango assado. Arrumei a mesa o servindo, e fui na sala onde o mesmo estava assistindo o jornal. 

 

Analú: Pai, o almoço já está na mesa.  
João: Obrigada filha, deixa terminar o jornal aqui.
Analú: Só não demora muito porque a comida vai esfriar .. Agora deixa eu ir porque eu tenho que trabalhar.
Fui pro banheiro, tomei um banho rápido e fui pro meu quarto. Peguei uma calcinha e um sutiã na gaveta. Vesti tudo e coloquei uma calça jeans e a blusa da lanchonete. Calcei minha sapatilha, coloquei meu brinco e seu colar que o Fred me deu, ele é um fofo. Fiz um rabo de cavalo em meu cabelo, passei meu perfume , peguei minha bolsa e sai do quarto. Meu pai estava no mesmo lugar.


Analú: Vai comer pai, a comida já deve ter esfriado.
João: Não se preocupe comigo filha, eu sei me cuidar.  
Analú: Ah, sabe? Então tá, já estou indo e não esquece de tomar os remédios.
João: Ok filha, vai com Deus , te amo.  
Analú: Amém, também te amo.

Saí de casa, e desci as escadas. A gente mora no terceiro e último andar, saí do prédio e fui para o ponto de ônibus. Em torno de dez minutos, meu ônibus chegou. Acenei pro mesmo parar e entrei. Paguei meu cartão de estudante, e passei na catraca. Me sentei em um dos bancos, e peguei meu celular na bolsa , conectei o fone e fiquei escutando músicas. Meu celular eu ganhei de presente do meu pai no meu aniversário no ano passado, ele não é Iphone, nem Android e nem nada. É simples, mas eu gosto dele.Cheguei na lanchonete rapidinho, pus meu avental e comecei a trabalhar. Eu trabalho aqui faz 8 meses, me dou super bem com a dona da lanchonete, ela é uma senhora tão doce. Adoro trabalhar aqui.


 

 

...............
 


O dia hoje foi tranquilo, não teve muito movimento. Parece que não teve aula no colégio ao lado, pois a maioria dos clientes da lanchonete, são desse colégio particular que tem ao lado da lanchonete. Agora estou aqui esperando o meu ônibus para voltar para casa, já são 19 hrs. Encostou um carro na minha frente, e eu sei que carro é esse. A janela do carro desceu, e era ele mesmo , o Fred.


Fred: Entra aí Lú . Me levantei, e entrei no seu carro. O mesmo deu a partida para a minha casa.
Analú: Não me ligou hoje, senti sua falta. Fiz beicinho e ele sorriu.  
Fred: É que eu fiquei o dia inteiro na empresa com meu pai.  
Analú: Tudo bem.  
Fred: E você? Como andas?  
Analú: Bem, graças a Deus.  
Fred: E seu João?  
Analú: Está bem também. Não teve aula pra você hoje não? . Ele estuda no colégio em que eu falei, o colégio é bem caro, só estuda pessoas de classe alta, como ele.  
Fred: Não, teve reunião de uns negócios lá. Tá com fome? . Ele falava enquanto dirigia.  
Analú: Não.
Fred: Você comeu que horas?  
Analú: Eu comi umas besteiras na lanchonete.
Fred: Vamos comer ali. . Ele estacionou o carro na frente de um restaurante, e desligou o carro. Revirei os olhos e saí do mesmo.

Fred: Nem faça essa cara, vai comer sim.  
Analú: Chato . Nós entramos no restaurante e sentamos numa "mesa". O garçom veio e fizemos nossos pedidos. Esperamos um pouco e nosso jantar chegou. O garçom nos serviu, e saiu. Comemos, e ele se levantou. Suponho que ia pagar a conta, peguei minha bolsa e tirei uma nota de vinte reais e estendi pra ele.  
Fred: Você sabe que eu não vou aceitar.  
Analú: Fred, eu quero pagar também,deixa de ser chato.  
Fred: Vamos discuti isso de novo Ana? . Como ele me chama de Ana é melhor eu desisti, revirei meus olhos e guardei o dinheiro na bolsa. Ele foi até o caixa do restaurante, pagou e voltou. Me levantei e sai na frente dele em direção ao seu carro. O mesmo destravou e eu entrei, depois ele entrou. - Vai ficar de birra porque eu não aceitei o dinheiro?
 

Analú: Você sabe que eu não me sinto bem, mas teima.  
Fred: Eu que convidei, e quem convida banca.  
Analú: Ok . Fechei minha cara, ele ligou o carro e foi pra minha casa. Chegamos lá, ele parou na porta do prédio. - Obrigada pela carona e pelo jantar.  

Fred: Porque você é marrenta assim vei? . Ele me olhou.  
Analú: É o meu jeito e você sabe muito bem.  
Fred: Loira oxigenada.
Analú: Branquelo.  
Fred: E você é o que fia? . Ele riu, e me agarrou.  
Analú: Me solta, não estou pra graça.  
Fred: Linda. Ele deu um cheiro no pescoço e eu sorri.  
Analú: Tchau chato. Me soltei dele, e coloquei minha bolsa no meu ombro, ele destravou a porta.  
Fred: Amanhã passo lá na lanchonete, boa noite.
Analú: Boa.

Dei um beijo na sua bochecha e saí do carro, o mesmo ligou e partiu. Entrei no prédio e subi as escadas, peguei a chave de casa na bolsa e abri a porta. Entrei, e meu pai estava no mesmo lugar quando eu sair pra trabalhar.

João: Boa noite filha, chegou cedo hoje.
Analú: É que o Fred me deu uma carona.
João: Já gosto daquele garoto, ele não é igual a esse povo rico cheio de frescura.  
Analú: Pelo contrário. Sorri.  
João: Eu acho que ele gosta de você.  
Analú: E eu também gosto dele pai . Me sentei no sofá e tirei minhas sapatilhas.  
João: Não é esse gostar filha, acho que é mais que amizade. Eu vejo isso nos olhares dele pra você.  
Analú: Que nada pai, é só amizade mesmo.  
João: Não acho.
Analú: Vou tomar banho . 

Me levantei, peguei minha sapatilha e fui pro meu quarto, sentei na cama e pensei no que meu pai tinha dito. Eu acho que é só paranoia da cabeça dele, o Fred nunca iria de apaixonar por mim, ele tem todas as meninas na sua mão, e meninas diferentes, com estilo, dinheiro. E o que eu tenho? Nada. Sim, esquece esse assunto Analú, é só loucura do seu pai.
Peguei minha camisola e uma calcinha, sai do quarto indo direto pro banheiro. Me despi e tomei um banho frio bem relaxante. Saí do box, e me enxuguei com a minha toalha, vesti minha calcinha e a camisola, fiz um coc frouxo em meu cabelo e sai do banheiro indo pra cozinha. Tomei um copo d'água e fui pro meu quarto.
Liguei meu computador velho, é daqueles branco ainda. Comprei com minhas economias por causa do colégio. Peguei meu caderno na minha bolsa e terminei de fazer uma pesquisa de Biologia.

Fiz tudo e desliguei o computador. Guardei o caderno na bolsa, e fui no quarto do meu pai, ele estava deitado lendo um livro.

Analú: Pai, já vou dormir. Boa noite . Dei um beijo na testa dele.
João: Boa noite filha .

Saí do quarto dele e voltei pro meu. Ajeitei minha cama e deitei, coloquei meu celular debaixo do meu travesseiro e aos poucos o sono foi chegando, em instantes já estava dormindo.









Frederico Swan, 18 anos. Conheceu a Analú na lanchonete e de lá pra cá o seu sentimento por ela só cresce. Estuda no colégio Sampaio e mora com seus pais, é de classe alta! É apaixonado pela Analú mas tem medo de se declarar e estragar sua amizade.



Acordei com meu celular despertando, desliguei o mesmo e me levantei. Sai do quarto e estava tudo em silêncio, acho que meu pai ainda está dormindo. Fui pro banheiro, e tomei um banho. Saí enrolada na toalha e fui pra cozinha. Coloquei a água pra aferventar para fazer o café. Voltei pro quarto, passei desodorante e peguei uma calcinha na gaveta, minha calça e a blusa do colégio no guarda roupa. Vesti tudo, sentei na cama e peguei meu star no chão ao lado da cama,coloquei minha meia e calcei o mesmo.

Sai do quarto, e fui pra cozinha. Fiz o café e coloquei na mesa junto com os biscoitos e pães pra quando meu pai acordar, já está tudo prontinho. Eu não comi nada pois não sinto fome pela manhã. Voltei pro quarto, arrumei meu cabelo deixando ele solto mesmo, passei meu perfume, peguei minha bolsa junto com meu celular e sai de casa. Fui caminhando pro colégio, é perto daqui de casa, é um colégio do governo, eu não tenho muitas amizades aqui não, pra falar a verdade eu não tenho amigo nenhum, eu falo com todos da turma, mas não é nada de muita intimidade, só o necessário.
Cheguei no colégio e fui direto pra sala, o professor chegou logo atrás e começou a aula.



......

A aula já acabou e agora estou voltando pra casa. Cheguei rapidinho, e a sala estava vazia, joguei minha bolsa no sofá e fui pra cozinha. Meu pai estava na mesa e comia algo, sentei ao seu lado.

João: Oi filha. Ele sorriu.
Analú: Bom dia pai, tá comendo o que ai?
João: Comprei uma lasanha pronta no mercado, vem comer. 
Analú: Não quer comer mais minha comida Seu João? 
João: Não é isso filha, é que todos os dias você cozinha pra mim, faz meu café, você tem que descansar um pouquinho.
Analú: Eu gosto de cozinhar pro senhor pai.
João: Eu sei filha e agradeço muito a Deus por ter me dado uma filha como você, que gasta seu tempo inteiro, sua adolescência pra cuidar de mim. Você é jovem, não sai pra curtir, não namora, não viaja . E isso por culpa minha, que ocupo seu tempo comigo.
Analú: Não diz isso pai, eu te amo e tenho que cuidar de você, é o mínimo que eu posso te dar, você me criou sozinho, sem ninguém. E se hoje estou aqui, é por sua causa.
João: Eu te amo filha. Me levantei da cadeira e lhe abracei, eu amo meu pai vei, e meu maior medo é de perdê-lo.

Peguei um prato pra mim e comi a tal lasanha, nem comi muito, a lasanha era de quatro queijos, enjoei logo. Conversei um pouco com meu pai e depois fui tomar banho, me arrumei e fui pra lanchonete.


três dias depois ..
 

Hoje é sábado, e a lanchonete abri até meio dia então estou livre o dia inteiro .. Já estou aqui trabalhando, já são 11 hrs, o movimento está tranquilo, já servi todas as mesas que estão ocupadas, agora estou aqui dentro junto com a Dona Jú, a dona da lanchonete.

Dona Jú: o que vai fazer no resto do dia querida? . olhei pra ela.
Analú: ah, nada. Vou pra casa ficar com meu pai, e vou estudar um pouco.
Dona Jú: porque não sai? Vai assistir um filme, passear no shopping?
Analú: não sei.
Dona Jú: você tem que se distrair, se divertir, você está na flor da idade .. aah, como eu tinha sua idade, ia pra festas, cinema, praia, adoro passear.
Analú: eu também gosto Dona Jú, é que .. .Ela me interrompeu.
Dona Jú: é que nada, você só fica nessa rotina, colégio trabalho e casa, tem que sair, dançar, a vida é tão bela, tão boa pra se curtir, e você aí .. . A dona Jú é uma velhinha que digamos bem louca, ela sai pros bailes de terceira idade, se diverti, até bebi mas não muito. Ela sempre fala pra me sair, mas é que as vezes me falta companhia, o Fred sempre me chama pra sair, mas só que ele vai com as turminhas dele lá, sei lá , não me sinto bem no meio deles.
Analú: tá bom dona Jú, a senhora me convenceu. Hoje vou passear, não sei pra onde, mas eu vou! . Ela sorriu, abracei ela de lado, ela é um anjo.


A mesa que tinha um casal me chamou pedindo a conta, levei pra eles e os mesmo pagaram, se levantaram e saíram. Peguei o resto de cima da mesa, e joguei fora.


 
......
 

Acabamos de fechar a lanchonete, a dona Jú se despediu e foi pra sua casa, que era perto dali. Fui caminhando para o ponto, até que um carro para na minha frente impedindo de me andar, e era ele mesmo, o Fred. Ele abaixou o vidro do carro e fez sinal pra me entrar, e assim eu fiz.

Analú: Assim eu vou ficar mal acostumada, quase todos os dias você vem me buscar agora.
Fred: Se der, eu venho todos os dias mesmo, quando eu não venho é por conta da empresa lá com meu pai.
Analú: Meu motorista agora?
Fred: Chame como quiser . O carro já estava andando.
Analú: Vamos sair hoje?. Ele me olhou surpreso.
Fred: você querendo sair? vai chover.
Analú: Besta, queria ir na praia, bora? quero tomar um sol, estou muito branquela. .Falei olhando pra minha pele.
Fred: hoje ainda?
Analú: você quer?
Fred: por mim tudo bem.
Analú: então vamos, vou em casa, tomo um banho me arrumo rapidinho e vamos, beleza?
Fred: fechado .

Ele piscou pra mim, com aqueles olhos lindos, eu tenho o amigo mais gato do mundo, sério. Ele me deixou em casa, e foi na sua rapidinho. Entrei, e procurei pelo meu pai, ele estava deitado no seu quarto.

Analú: está sentindo alguma coisa pai? . Fui pra perto dele, o mesmo abriu os olhos.
João: não filha, não é nada . Eu conheço meu pai, ele estava sentindo alguma coisa sim, ele não é de se deitar assim, a não ser que seja na hora de dormir.
Analú: agora tá querendo esconder de mim? fala logo pai ..
João: é só uma dor no estômago, acho que a lasanha não caiu bem.
Analú: por causa da sua teimosia, eu ia cozinhar né ..

Fui no guarda roupa dele, e peguei uma caixa onde fica todos os seus remédios e alguns outros, peguei um Buscopan, e guardei a caixa no lugar. Sai do quarto, fui na cozinha e peguei um copo de água, voltei pro quarto. . Aqui, toma isso, vai melhorar. Ele se sentou na cama, pegou o copo e o remédio e tomou.

João: obrigada filha.
Analú: agora deita e descansa, daqui a pouco passa tá?
João: você é um anjo na minha vida. Sorri, e dei um beijo na sua testa, sai do quarto, deixei minha bolsa em cima do sofá na sala e fui pro banheiro. Estava terminando o banho, quando tocou a campainha, me enrolei na toalha e fui abri a porta, era o Fred.

Fred: ainda assim? . dei espaço pra ele passar, e ele entrou.
Analú: desculpa, é que meu pai está com dor no estômago, não sei se vai dar pra me ir mais.
Fred: ah, tudo bem então.
Analú: a gente pode ir amanhã, pode ser?
Fred: claro . ele me encarou da cabeça aos pés.
Analú: para com isso . senti meu rosto queimar.
Fred: não estou fazendo nada. Meu pai apareceu ali do nada, se eu já estava vermelha, foi ai que eu fiquei um tomate.
João: olá Fred .. O Fred sorriu meio sem jeito.. Vocês iam sair?
Analú: a gente ia na praia, mas só que deixamos pra amanhã.
João: por causa de mim?
Fred: o senhor não está passando muito bem, achamos melhor ficar por aqui mesmo.
João: quantas vezes eu vou ter que dizer que eu não sou mais uma criança, podem ir.
Analú: pai, é melhor não, nós vamos amanhã, não faz diferença nenhuma.
João: se vocês não forem hoje, eu vou ficar chateado. Olhei pro Fred, que também me olhou.
Analú: o senhor vai ficar bem?
João: filha, só é uma dor no estômago, não é infarto ou coisa assim, e também já está passando.
Analú: Ok, vou me trocar então, pera ai Fred.

Fui pro meu quarto quase correndo, meu Deus, que vergonha. Eu de toalha com o Fred, o que meu pai vai achar? Peguei um biquíni na gaveta, e vesti rápido. Pus um shortinho jeans, com uma blusa caidinha no ombro. Passei desodorante e perfume, fiz um rabo de cavalo em meu cabelo. Peguei uma bolsinha de praia, coloquei tudo que iria precisar dentro, calcei minhas havaianas e voltei pra sala. Meu pai falava com o Fred, e o mesmo ouvia calado, o que será que eles estão conversando? Quando cheguei, meu pai calou, me despedi dele, e saímos de casa, o carro do Fred estava estacionado na porta do prédio, entramos no mesmo e partimos para a praia.

No caminho ..


Analú: o que meu pai tava falando com você?
Fred: não foi nada.
Analú: como não foi nada? eu vi ele falando lá, e tava sério ainda.
Fred: relaxa Lú, não é nada.
 

Eu não insisti, se ele não quer falar tudo bem .. Chegamos na praia, ele estacionou aqui no calçadão e nós fomos caminhando, procurando um lugar pra ficar. Avistamos uma mesa vazia, e fomos pra lá. O garçom veio, deixou o cardápio e saiu. Tirei minha blusa, e coloquei junto em cima da mesa.

Fred: Quer beber alguma coisa?
Analú: Um refrigerante. Ele chamou o garçom o mesmo veio.
- O que desejam?
Fred: um refrigerante e uma cerveja.
- Ok.

Em alguns minutos, o garçom trouxe nosso pedido. Ficamos conversando, rindo com as besteiras que o Fred falava, as meninas passavam de biquíni e ele ficava olhando ou até paquerando.


Analú: me respeita Frederico.
Fred: o que foi que eu fiz?
Analú: fica ai flertando as garotas que passam, eu estou aqui. . falei com raiva, mas realmente, isso não é legal.
Fred: ciúmes? .Ele riu.
Analú: claro que não. Passou uma morena de biquíni bem bonita, e ele ficou lá babando por ela. Me levantei com raiva, tirei meu short e coloquei em cima da mesa ficando assim.





Soltei meu cabelo, o jogando pro lado. Nem olhei pra cara dele, dei as costas, e caminhei em direção ao mar. Entrei na água, e estava bem quentinha, bem gostosa. Fui caminhando para o fundo, mergulhei nadando e subi. Me virei para frente, e fui pega de surpresa com o Fred.

Analú: cansou de paquerar? Vai ficar lá olhando as garotas, vai.
Fred: que linda com ciúmes.
Analú: de você? haha . falei irônica.
Analú: é muito amor. ele me agarrou pela cintura, e assim senti um frio na barriga, eu nunca tinha sentindo isso com ele, é estranho. Minhas pernas foram para sua cintura, e meio que estávamos abraçados, ele foi indo pro fundo, e até que estávamos longe de todos ali.

Seu rosto estava em meu pescoço, e era tão bom. Eu não sabia o que fazer, e nem o que falar, só queria ficar ali, com ele. Ficamos um tempo assim, até que ele me encarou, seu rosto estava bem próximo do meu. Ele olhava nos meus olhos.

Fred: Porque é tão linda, tão meiga, tão marrenta, tão chata, tão você ? .. Porque você me deixa assim? todo bobo ao seu lado, você tem esse poder sobre mim, sei lá, nunca me senti assim perto de uma garota vei, mas tudo com você é diferente. Você é diferente, e desculpa por estar misturando as coisas, eu sei que você me considera apenas como um amigo, mas o que eu sinto é muito mais que amizade, eu não sei o que é, só sinto uma enorme vontade de te beijar, como estou sentindo agora .. você pode querer me matar depois, mas eu tenho que ..

Ele nem terminou, e me beijou. Eu não me separei, correspondi ao beijo, um beijo com amor, carinho. Ele me puxou mais pra si, continuando aquele beijo perfeito. Já estava me faltando ar, mas eu não queria parar, mas ele encerrou o beijo com um selinho.

Fred: eu te amo .. ele falou olhando nos meus olhos,e foi inevitável não sorri.

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